Thursday, October 29, 2009

@ net eh lívre xD~

Na internet, qualquer um pode falar a respeito do que bem entender. Temos a língua e o rabo soltos no ambiente virtual. Nada de meias palavras, diriam os mais afoitos. Ou seria nada de palavras inteiras?
A rede é um ambiente muito democrático e, graças a essa característica, permitiu a propagação do conhecimento e da livre manifestação do pensamento, o que é maravilhoso demais mesmo pra minha geração, que já nasceu com a liberdade no colo.
O que me deixa incomodado nesse cenário tão belo é que algumas ciências simplesmente não acompanharam a evolução que a internet trouxe. Veja, por exemplo, a língua portuguesa. Mesmo em fóruns especializados, em qualquer que seja o tema, podem ser vistas grandes atrocidades quando o assunto é o correto tratamento do infeliz idioma. O pior de tudo fica por conta da baixa disposição que temos de querer seguir regras, ainda mais num ambiente em que elas tecnicamente não existem.
Se cada internauta escreve do jeito que quer, é um favor que faz à diversidade. A credibilidade do que é dito, porém, nem sempre goza do mesmo privilégio. É difícil levar a sério um palpite cheio de erros grosseiros, mesmo que o assunto seja importante ou que o conteúdo ali expresso seja de fato verdade.
Também não dá pra dizer que a maioria tenta escrever certo. Com tanto dicionário e site de gramática por aí, o mais provável é que isso simplesmente não seja um problema ou uma preocupação pra muitos de nós.
Bem que eu acho importante saber se expressar até na internet, mas jamais poderia culpar aqueles que exercem seu direito de escrever com menos rigor. Afinal, também eles não podem me condenar por não acreditar em tudo que leio. No fundo, é bom que seja assim. Pior seria se todo mundo fosse obrigado a escrever de um único jeito mesmo no mundo virtual. Se pelo menos a gente conseguisse guardar os erros só pra internet...

Wednesday, October 28, 2009

Sobre o destino

É estranho. Enquanto algumas pessoas simplesmente acreditam no destino, que seria uma sucessão de fatos aleatórios e inevitáveis, outras recusam tal conceito e lutam com unhas e dentes a fim de serem donas de seus respectivos narizes. Posso me considerar pertencente ao segundo grupo, mas é inegável que às vezes é necessário dar o braço a torcer.
Eis a nossa vida. Estamos todos correndo, tentando aproveitar o tempo e salvar a pele. O fato é que as atitudes das outras pessoas têm influência sobre as nossas vidas, e vice-versa. E por mais que tentemos, nem sempre somos capazes de prever com eficiência o que devemos fazer quando acontece algum revés.
Por isso mesmo, é bom lembrar que nossa independência em relação ao resto do mundo é limitada. Seja pela lei, seja pelo amor, ou por qualquer outra força maior do que a nossa, somos obrigados a fazer curvas e ter responsabilidades.
E antes que a auto-ajuda tome conta e flores voem pelo ar, duro é constatar que nem sempre os outros se encontram dispostos a cooperar com os nossos objetivos. Também não é da maior esperteza deixar que tudo se arranje por si mesmo. Afinal de contas, que motivos teria uma pedra para se mexer e rolar para o acostamento? Vai continuar sendo uma pedra no meio do caminho.
No fim das contas, importante mesmo é se mexer, reagir. Não significa, porém, que tenhamos de passar como uma patrola pelos outros. Significa que é bom querermos ser donos dos nossos narizes, mas também que devemos estar preparados pra possíveis reviravoltas. E sem culpar o alinhamento dos planetas.

Thursday, September 03, 2009

Barreiras humanas

Não faz muito tempo, escrevi aqui sobre uma dificuldade minha em cumprimentar pessoas, especialmente mulheres. Há muito tempo, porém, um outro apuro me aflige.

Que atire a primeira pedra quem sempre soube pra que lado ir quando cruzou com alguém que vinha em sentido contrário. Parece tão sem propósito sobre isso discorrer, mas as experiências vividas no dia de hoje mais do que justificam algumas considerações sobre tamanha hesitação.

O que me admira é que saber pra qual lado ir quando vem alguém nem sempre é um esforço consciente, mas em alguns casos, somos obrigados a interromper nossos pensamentos para encontrar uma solução pra esse obstáculo. E não é drama dizer que de vez em quando rola um constrangimento quando ambos os indivíduos vão pro mesmo lado.

A coisa fica boa quando as duas partes resolvem ir pro outro lado, um ato automático, a solução mais simples. O impasse, porém, permanece. Certa feita, numa dessas barreiras humanas, o homem que me barrava chegou mesmo a falar “eu vou pra cá, e você vai pra lá”, tão grande foi a indecisão naquele pequeno instante.

Talvez exista um pouco de orgulho em seguirmos no mesmo caminho até que uma mudança se torne inevitável. Pode ser também a mais pura desatenção, que é o que ocorre com este escritor.

E veja, na hora parece um tanto constrangedor que não consigamos nos decidir pra onde ir. Somos capazes de resolver problemas complexos e aprender coisas difíceis, mas engasgamos nossos passos muitas vezes durante a vida com esse pequeno impasse. Melhor mesmo é lembrar com humor esses episódios. Antes eu me irritava, hoje acho engraçado. As coisas mudam. Nossos caminhos mudam. Só não muda a necessidade perpétua de refinarmos nossa habilidade para nos desviarmos dos outros.

Sunday, July 12, 2009

Nada sob os pés

Existem esperiências pelas quais a gente nunca passaria se algo não desse errado. Foi o que aconteceu hoje.
Meu chinelo de dedo arrebentou-se enquanto eu corria pra atravessar uma rua. É uma mania que eu guardo de recordação da minha infância. Peguei o par, resmunguei um "dane-se" e continuei sem eles. Assim, tive a oportunidade de andar algumas quadras descalço essa noite, experência tão simples quanto assustadora, considerando-se os padrões de higiene que me foram ensinados.
Parece óbvio, mas é sempre bom deixar explícito: andar descalço na rua é diferente de andar descalço em casa. Tão estranho quanto os olhares que recebi das pessoas foi a sensação de tocar o solo, sentir em detalhes a textura do asfalto, da calçada, da terra e da grama. Quanto a meus pés, a princípio apressados, logo trataram de andar num ritmo regulado, porém analítico.
Pude então sentir o que sentem os miseráveis, aqueles que mal podem cobrir seu corpo e não têm o luxo de ter qualquer proteção sob seus pés. Cada passo pra eles é mais um passo rumo à incerteza. Não sabem se irão se machucar, tampouco podem se garantir que é certo o caminhar em direção ao seu destino. Ao andar descalço na rua, aprendi a escolher melhor os meus passos e a atentar para meus sentidos.
Quando cheguei em casa, tão limpo estava o piso, e tãos sujos os meu pés, que cada passo virava uma pegada. Lavados os pés e limpa a casa, não pude fechar os olhos enquanto não organizasse as ideias sobre esse episódeo e aqui o eternizasse, para me lembrar sempre das lições que jamais aprenderia se tivesse um chinelo mais resistente.

Wednesday, July 01, 2009

Balões de vida


Era uma manhã serena de sábado e eu e meu pai resolvemos aproveitar o sol ainda fraco pra correr um pouco. O céu azul era um convite ao passeio.
A princípio caminhando, seguíamos até o parque, quando por nós passou uma senhora em sua cadeira de rodas, também dando uma volta com sua cuidadora pra aproveitar o tempo bom. Instantes depois, passa por nós outra babá, empurrando um carrinho com um bebê a bordo. "Olha que coisa interessante", disse meu pai. E fiquei a pensar sobre aquilo durante a corrida.
Lá estávamos nós, cheios de fôlego e vigor, independentes e fortes. Um dia fomos tão desprotegidos e indefesos como o bebê, e é provável que num futuro ainda distante nos tornemos frágeis e dependentes como aquela senhora.
A vida é mesmo como um voo, mas seria ingenuidade compará-la a um avião. Ora, aviões decolam, voam e pousam autonomamente, e nós não. Não nascemos com asas ou motores - não externamente, pelo menos. Precisamos de algo que nos lance no ar e de sorte suficiente pra conseguir um bom tempo, uma vista agradável e um voo prolongado.
Quanto ao pouso? Bem, nada de rodinhas, amortecedores ou freios. Quando o declínio se anuncia, carecemos também de alguma assistência. O desgaste do tempo nos rouba um pouco da destreza e do traquejo que adquirimos enquanto voávamos.

No fim, talvez a gente seja mesmo como balões de água. Veja, eles também não têm asas nem motores, e precisam ser lançados ao ar para que voem. Também vêm em muitas cores e podem trazer diversas emoções consigo, a depender de quem os recebe. Além disso, todo balão de água um dia estoura. Podemos pegá-los com cuidado e dar-lhes alguns intantes a mais de decência e dignidade, mas no fim, tudo vira água.

Saturday, June 13, 2009

Desistir é humano

Houve um tempo em que eu achava que o ato desistir, por qualquer motivo e de qualquer coisa que fosse, era um ato que demonstrava fraqueza e submissão. Bem, essa minha forma de pensar mudou.
Hoje não entendo mais assim. O tempo passa e eu vou aceitando com menos resistência a ideia de ser humano, e por isso falho, sujeito à dor e à fadiga. A determinação de fato é um sentimento forte e que cria raízes dentro da gente, mas ninguém pode condenar outra pessoa pelo fato de ela ter desistido de algo.
Isso porque todo mundo tá sempre desistindo de alguma coisa, de algum comportamento ou de alguém. Abrimos mão de hábitos, paladares, costumes, amores, objetos e frases, substituímos de forma consciente ou inconsciente quase tudo que compõe a nossa vida. O que há de errado nisso? Nada. Na verdade, é muito bom que seja assim. Se fôssemos exatamente os mesmos desde o nascimento até a morte, que papel teria a criatividade ou para que serviria a mudança e a diversidade?
Desistir é uma atitude importante, mas nada de supervalorização. Não dá pra simplesmente jogar tudo pro alto e cruzar os braços. O quebra-cabeça não cai montado. Tão importante quanto abandonar o que não se quer mais é perseguir aquilo que agora apetece. Afinal de contas, é por isso mesmo que vale a pena desistir.
Há coisas, no entanto, de que nunca se pode desistir. Ninguém pode renunciar à sua humanidade, nem à sua identidade, nem aos seus princípios. São elementos que, por mais apagados que estejam, sempre irão compor o universo que é cada um. São a base da vida, constituem os fundamentos pra todo o resto, que cada um constrói à sua maneira.
Desistir pode ser sinônimo de inovação e crescimento, de reinvenção de si mesmo. Pode ser também fraqueza ou covardia, mas não serei quem irá dizê-lo. Só quem desiste é que sabe. Mais importante do que se preocupar com a vida dos outros é que cada um conheça a si mesmo e esteja sempre de olho pra saber quando é mais conveniente destruir para construir.


Friday, May 29, 2009

Bater perna é bom

Eu gosto de andar a pé. Gosto de subir escadas, de pedalar e de correr. Sinto-me bem com esses pequenos exercícios do cotidiano.
Outro dia ouvi alguém dizer "isso é mais fácil do que andar pra frente". As palavras entraram mansas na minha cabeça, sem provocar alarde. E numa das minhas caminhadas de volta pra casa, viajando no pensamento, fui sugado pra dentro dessa expressão.
Na verdade, andar pra frente é uma operação bastante complexa. Os que já tentaram andar de olhos fechados e os cegos que o digam. Caminhar em linha reta é um esforço que mal conseguimos notar quando estamos de olhos abertos.
Até o simples fato de colocar um pé a frente exige algum trabalho de nossos cérebros. E é algo de que nem nos damos conta na maioria das vezes, a menos que sejamos privados disso ou que levemos um tombo.
Fomos feitos para o movimento, faz parte de nós. Essa forma de pensar é tão presente em mim que me dou ao prazer de dispensar escadas rolantes, elevadores e automóveis sempre que possível. Andar, correr, pedalar e saltar são dádivas que nos levam aonde queremos, conferem a cada um de nós certa independência pra ir e vir. Precisamos usá-las enquanto estão presentes e funcionando, porque pode ser que, um dia, mesmo desejando sair do lugar, tenhamos de amargar a estática e o repouso involuntários.

Wednesday, April 29, 2009

Sobre loucos e respostas injustas

Ninguém entra numa via de trânsito rápido pra andar devagar. No eixão é assim: você entra e acelera. Todo mundo anda quase na mesma velocidade, exceto alguns apressadinhos que saem a ultrapassar e cortar os demais carros, como numa corrida de loucos.
Eu estava tranquilo, andando no limite, assim como os que estavam ao meu redor. Sinto uma boa sensação quando vejo os carros rodando harmoniosamente, as rodas girando ao contrário-até o carro mais feio e velho pareceria bonito rodando suave numa pista lisinha e bem sinalizada aquela-quando pelo flanco esquerdo chega subitamente um vulto branco.
"Sai da minha frente que eu quero passar"- a música tocando lá na sala coincidentemente traduziu em palavras a atitude nada amistosa do senhor que sobre mim avançava. No susto, freei. Meu carro faz um som legal quando freia. Parece uma turbina desacelerando. Foi meu prêmio-consolação diante de tamanho desaforo. E quando pensei em esboçar um farol alto, já estava o Speed Racer do cerrado a muitos metros de mim, cortando outras tantas vítimas de sua pressa. Merecia aquele fanfarrão uma bela buzinada, pensei. Minha buzina, porém, ficou caladinha. Por um instante julguei-me um maricas, desses que levam o desaforo sem reclamar nem espernear.
Tendo o fatídico episódeo se desenrolado pela manhã, com o passar do dia esqueci-me de tudo aquilo. Há dias, no entanto, em que apenas uma situação de estresse não parece ser suficiente. Hoje foi um desses. Sendo, pois, já noite, eis que me atrevo pela terceira vez a sair de casa. E não importa pra onde eu vá, tenho sempre de passar por uma rotatória. Em tese, quem está no balão tem a preferência. Bem, não era assim que pensava o motorista que cruzou meu caminho. Outra freada apocalíptica. Dessa vez não deixaria barato. Na hora lembrei o que se passara de manhã, e aquele outro espertinho teve o troco: um bom e ofuscante farol alto.
Já rodando em ruas retas e prestando atenção em tudo, estranhava eu a escuridão incomum. Uma olhada rápida no painel... Tava sem farol. Que vexame. Talvez quem me cortou na rotatória não tivesse me visto... E fiquei a pensar sobre isso. No fim, talvez seja melhor sofrer um pequeno desaforo do que responder de forma violenta quando não se tem certeza. É em dias assim que a minha ignorância se mostra, e eu, vendo-a tão manifesta, tenho uma visão mais clara pra tentar diminuí-la antes de fechar os olhos.

Thursday, April 02, 2009

O bilhete e a mancha

Existem dias em que até quando alguém tenta me passar raiva, acaba me fazendo é bem. Sei que é difícil de acreditar, e eu também não acreditaria, não fosse o que aconteceu hoje.
Sucedeu que, depois de muito me exercitar na academia, dirigi-me ao supermercado a fim de comprar uns iogurtes e cumprir mais um passo da dieta diária. Parei meu humilde possante no estacionamento sem me preocupar muito, e quando fui pegar a carteira e sair do carro, o tato disparou o alarme de merda: o cantil de malto ficara aberto e molhara o banco do passageiro... Tava rosa o assento.
Sem mais me demorar, logo tramei comprar uns guardanapos pra resolver a parada. Guardanapos que não comprei, pois enquanto pegava os iogurtes, lembrei-me de também comprar uma lasanha, e esqueci-me completamente daqueles pequenos e salvadores pedacinhos de papel.
Lá ia eu, tranquilo, de volta pro possante, quando vejo uma senhora de semblante não muito simpático ajustando uma folha no meu pára-brisa. Ela me viu, entrou no carro e começou uma delicadíssima operação pra tirar seu pequeno automóvel da vaga ao lado. Qual era o bilhete? "Ver se aprende a estacionar direito e para de prender os outros". Sim, foi exatamente isso, escrito com pincel atômico vermelho e em caligrafia perfeitamente legível...
Veio então uma avalanche de perguntas que supitavam no calor da raiva que senti diante de tão famigerada provocação. Primeira: "quem essa mulher pensa que é?!"-Não sei. Segunda: "será que parei errado?"-Ehr... em cima da linha. Tecnicamente correto, digamos ("quem essa mulher pensa que é?!?!"). Terceira: "será que ela encostou no meu carro?"- e desci lá pra ver. Para a sorte de ambos, lá estava o possante, ileso em sua integridade e pintura.
Tirei aquele lindo recado, joguei-a perto dos iogurtes. Retornando à base, veio a incômoda lembrança do banco molhado e cheirando a morango. Prevendo a nada agradável reação de meus progenitores diante do fato e no afã de eximir-me da culpa, tirei logo a camiseta e tentei secar o suco com a camiseta enquanto dirigia. E não é que tava funcionando?
Camisetas são boas em tirar manchas, mas o que havia ali não era um simpels derramamento acidental. O líquido rosa já se havia bandeado pra dentro da dobra do banco, sendo que o tecido da minha singela vestimenta não mais podia alcançá-lo. Precisava de algo mais fino... Algo como um papel em que estivesse escrito um desaforopra mim!
E sim, aquele recadinho veio bem a calhar. Não houve mancha que a ele resistisse. O melhor de tudo é que a folha também se rasgou toda, molhada que estava. Resultado final: uma camiseta suja, um banco limpo, uma folha A4 aos pedaços e artificialmente tingida de rosa e um sentimento de raiva transformado em vitória. Não podia ter sido melhor...


Friday, March 27, 2009

Cumprimentos travados e pessoas-caramujo

Existe coisa mais constrangedora do que um cumprimento travado? Acontece comigo direto, e não é legal.
O fenômeno do cumprimento travado é particularmente comum quando se trata de saudar o sexo oposto. Fico só no beijinho ou dou um abraço também? Eu nunca sei, e a sensação que fica é a de um programa simples que travou no meio da execução.
A tentativa de consertar, seja ela prosseguir no abraço ou afastar-se com um sorriso, só piora as coisas. Isso porque nenhuma das possíveis ações numa situação como essa soa natural. Deve ser uma espécie de limbo das relações sociais, que dura até que uma conversa se estabeleça e possa se sustentar por si só.
Parece uma coisa simples de ser resolvida, e de fato o é. O problema é que pessoas-caramujo como eu pensam demais e esquentam com coisas que nem de longe são objeto de preocupação pro resto do mundo.
Por isso, resolvi adotar uma convenção: vou cumprimentar as moças primeiro com um beijo, depois com um abraço, necessariamente nessa ordem e sem pular nenhuma etapa. O diálogo começa e tudo fica em paz. A que ponto eu cheguei... Racionalizar um cumprimento?! Explico: mais vale um cérebro pensante que um coração constrangido.

Friday, March 13, 2009

Devaneios

Minha timidez me arrebenta. Já perdi tanta coisa por conta dela. Estou cansado disso. Não que eu queira me tornar um tagarela. Preciso apensas de uma dúzia a mais de palavras.
Quero ser diferente. Quero que as pessoas se sintam bem comigo, que não fiquem constrangidas. Já fui melhor nessa parte da vida, e hoje estou assim. Como vou arrumar amigos novos e manter os velhos desse jeito? Eu não sou um bom conservador, digo, conversador.
Será que eu tenho medo de gente? Às vezes penso ser esse o problema. Não pode ser... Que absurdo! Preciso de mais coragem também, a coisa não vai ficar assim. Preciso honrar o meu nome, preciso de mais firmeza e força.
Apesar de tudo, não me sinto mal. Há dentro de mim uma felicidade residual pela conquista da Matemática Financeira. Agora tudo vai ser diferente na Federal. Vou ficar orgulhoso de mim mesmo naquele lugar.
Na verdade, quero sentir orgulho de mim mesmo em todas as áreas da vida. Eu me importo com o que penso de mim mesmo, e não com o que os outros pensam. Ainda não está muito bom, e este 2009 está aí pra gente mudar isso.
E vai ser assim. Agora mesmo, quero que tudo se exploda, o que certamente não haverá de acontecer. Quero então ser uma pessoa melhor. Colocando dessa forma, parece até que é uma questão de escolha, sendo que na verdade se trata mesmo de uma questão de necessidade... E de tempo.

Saturday, February 28, 2009

Por uns metros a mais do chão

Ah, a rodoferroviária, um lugar nada amistoso e povoado de figuras estranhas, pedintes e viajantes. Por cinco minutos, tive a maravilhosa oportunidade de esperar o próximo ônibus que iria pra Goiânia, o qual só chegaria uma hora depois.
Passado aquele tempo pra lá de bacana, embarquei e capotei. Finalmente podia fechar os olhos e pensar na vida. Acordei no meio da viagem. Minhas pernas estavam reclamando por ficarem tanto tempo sem poderem se mexer.
Ajeitei-me como pude na poltrona, abri a janela. Minhas pernas ficaram mudas. Que beleza era aquela vista... Só conseguia prestar atenção naqueles morros de veludo generosamente salpicados de árvores e arbustos. Fazia tanto tempo que eu não viajava de ônibus que havia esquecido a sensação que sentia quando olhava pela janela: parecia mesmo um voo rasante.
Poder assistir a tudo passar de alguns metros a mais do chão, ver a curva do rio, contemplar o lugar em que ninguém sabe o que é chão e o que é céu. De carro não se pode fazer isso, principalmente quando se é o motorista. Você está ali, deslizando à toda por aquela serpente esguia e cheia de curvas, praticamente sentado no chão. Se olha pro lado, só vê o borrão verde dos matos que crescem à beira do caminho.
Pois eu digo que mais belos são os matos que crescem longe do caminho. Mais bonita é a água dos rios e mais interessante é o subir e descer dos morros perto do horizonte.
E eu poderia passar uma hora falando e falando do que vi e senti, mas não faria sentido pra alguém que nunca experimentou essa sensação. Poderia ter tirado uma foto, mas veja só, fiquei sem bateria '^^. Portanto, se não quiser ficar só na imaginação, tente um dia viajar de ônibus por um caminho que você já considera bonito de carro. Vale muito a pena. Apenas lembre-se de consultar os horários de partida e chegada, e escolha a janela.

Wednesday, February 25, 2009

Eu ando com problemas pra botar as ideias no lugar. Parece que meu cérebro tá inundado com pensamentos inúteis e emoções que não valem nada.
Como tem sido difícil pensar racionalmente, separando o fato da hipótese, o que aconteceu do que ainda vai acontecer. Eu me sinto impotente quando me vejo dependendo de outra pessoa pra me sentir confiante e feliz, e isso me dá nos nervos. Na verdade, sempre me esforcei pra não me importar com o que pensam de mim, mas existem momentos em que isso é simplesmente inevitável.
E agora tá sendo assim. É estranho ver minha auto-suficiência ameaçada. Logo eu, que sempre disse que estava muito bem, que não precisava de ninguém... Agora me vejo nessa situação desconfortável. Paguei língua. Ela, aliás, é uma questão central no meu dilema, mas fiquemos por aqui quanto a isso.
Meus amigos já estão cansados de me ouvir. Felizmente, são dotados de bons ouvidos e de alguma paciência. Dormir? Claro. Ainda não perdi nenhuma noite de sono pensando em uma solução para o problema, apesar de as expectativas me deixarem um tanto dividido sempre que encosto a cabeça no travesseiro.
Como se pode ver, também me é espinhoso dizer qual é o problema. É que não gosto de admiti-lo. Considero que posso me dar a tal luxo, posto que só entra aqui gente esperta e sabida, o que me preocupa por um lado, mas por outro me deixa mais livre pra falar de forma menos óbvia.
Minha maior birra com isso tudo é que eu sei que passa. Deve demorar uns bons meses, mas passa. Eu sei que passa, mas eu não quero que passe. Não em branco, pelo menos.

Wednesday, February 04, 2009

Segredos naturais

Sabe quando você conta alguma coisa a alguém, e acontece dela soltar aquilo na sua frente e na de um monte de outras pessoas? Uma revelação daquele assunto ou fato não era sequer imaginada, mas você não disse que era segredo...
Isso tem me acontecido bastante ultimamente. Será que escolho mal as coisas que quero contar aos meus amigos? Será que escolho meus amigos mal? Bem, ainda não tenho respostas conclusivas pra essas questões, e sempre me vem uma pergunta à caixola quando penso a esse respeito: precisamos dizer que algo é segredo pra que aquilo não se espalhe? Dito de outra forma, será que o tom e o tema de um diálogo não são suficientes pra que uma pessoa determine se deve ou não guardar aquilo pra si mesma?
Parece-me que entre dois cúmplices autênticos existe o que se pode chamar de segredo natural. Numa conversa de rotina, não é necessário dizer o que deve ou não ser comunicado a outras pessoas. Eles simplesmente sacam o que é conveniente permitir que outros saibam sobre seu interlocutor. E o mais duro é conseguir construir esse tipo de habilidade não somente com as pessoas do nosso círculo íntimo, mas também com aquelas que a gente vê uma vez na vida e só.
No fim, resume-se tudo a isto: discernimento. Talvez alguém possa nos dizer algo sem mencionar que tal é um segredo, mas o simples fato de o sabermos pode sinalizar que aquela pessoa confia em nós. Então, pense bastante no que vai dizer dos outros por aí, e se for alguma fofoca ou coisa degradante, esqueça. Quantos segredos naturais você deve saber? Quantos já revelou de si mesmo?

Wednesday, January 28, 2009

O magricela de ontem



Primeeeiro dia na academia, my boy! Finalmente resolvi minha vida, encarei minha magreza e decidi de vez que deveria dar um fim nela.
Já faz um tempo que eu penso em malhar. É que não gosto de ficar parado. Sempre me meti a fazer flexões, pular corda e correr, mas nunca tive a regularidade e a persistência necessárias pra manter essas rotinas por muito tempo. Agora, porém, espero que as coisas sejam diferentes. Não que eu esteja obcecado com a idéia de ficar fortão, mas bem dá pra melhorar o pouco que existe aqui.
E quando eu falo pouco, é pouco mesmo. Suei pra fazer algumas séries. Sabe quando você pensa que tá ruim, mas na verdade tá muito pior? Pois é, esse pensamento me ocorreu enquanto eu lutava pra levantar um peso, e por alguns instantes comecei a rir de mim mesmo ali, todo vermelho e esbaforido, morrendo por levantar um pesinho de nada. Péssima ideia rir enquanto se malha: a gente perde a concentração e sempre acaba dizendo um 'que merda' no final.
Depois, hora dos halteres. Academia é um bom lugar pra se sentir diminuído. Enquanto há os magricelas se matando pra levantar coisas pequenas, há também os grandalhões, cujo braço é da grossura da coxa dos magricelas, levantando coisas pesadas e parecendo não se importar tanto com isso, na maior naturalidade.
E quando eu não aguentava mais, abdmonais. Pelo menos a esses eu já tava mais acostumado. O saldo ao final de toda a série era um rapazola tão cansado e molenga que mal se aguentava em pé. Foi difícil alongar e ir embora, mas sobrevivi. Disseram que no começo é assim mesmo.
Também disseram algo que meu braço lembrou hoje de manhã: iria doer depois. Ainda tô acreditando que a dor faz parte do processo, e espero que seja sinal de saúde e progresso.
Começar coisas novas e que exijam esforço dá um trabalho. É mais um peso que a gente passa a carregar, esperando que um dia traga resultados. Por falar em peso, tá na hora de ir pra academia. Té mais!

Saturday, January 03, 2009

Cão abandonado

Eu estava um tanto relutante em admitir, mas a verdade é que mesmo solteiros convictos como eu têm seus dias de carência. É, bem de vez em quando eu acho que seria uma boa achar alguém que me completasse e tudo. O que me consola é que esses dias são raros.
É estranho como nesses dias muda alguma coisa nos meus circuitos, como se eu de alguém precisasse pra me sentir feliz. Dá aquela sensação de cão abandonado e sem ter pra onde ir. Fico a pensar em possíveis alvos, analisando os riscos, tudo pra no final não sobrar nenhum, porque com essa crise até o mercado de mulher anda meio escasso...
Mas quando o melodrama interno atinge seu ponto crítico, começam a pipocar na memória alguns pensamentos distraidores dessa situação tenebrosa. Distração é quase sempre um alívio, mas não dá pra dizer que foi dessa vez. Por exemplo, incomoda-me o fato de que a gente é capaz de aprender coisas, evoluir a técnica, mas quando o assunto é relacionamento, parece que continua sentindo as mesmas coisas de sempre, cometendo os mesmos erros. E não somente entre homens e mulheres, mas
entre seres humanos. Nunca aprendemos, parece que as paixões não deixam. Talvez seja essa a causa de todas guerras e dos problemas do mundo(e vamos parar por aqui)!
Muito bem, depois de tanta divagação e de umas saídas com os amigos, voltei ao estado normal e tranquilo, sem me preocupar demais em ter alguém que me complete. Pode ser que encontrar uma moça bacana me ajude a ser uma pessoa mais feliz, mas não que essa seja uma meta prioritária. Ainda gosto de ser sozinho.

Monday, December 29, 2008

Promessas de pedra

Ah, cara, 2008 demorou a passar pra mim. E se quer mesmo saber, não foi um ano dos mais felizes que eu já tive. Não sei bem dizer o porquê, mas sei que não dá pra ficar assim.
Estava eu a pensar sobre meus resultados e percebi que tudo que eu conquistei nesse ano se resume a praticamente nada. Minhas notas foram só o suficiente pra passar, não fui aprovado em nenhum concurso público, minha produção musical foi mínima, meu blog ficou às moscas e levei dois foras boniiiitos.Isso sem contar que não consegui honrar algumas das minhas promessas que fiz pra esse ano.
Tudo isso me deixou muito incomodado, e foi assim, me sentindo inquieto e um tanto inútil, que resolvi fazer uma lista de metas pra 2009. São objetivos nos quais decidi gastar tempo e esforço, a fim de fazer a minha vida render. Não quero que sejam simplesmente promessas sopradas, que o vento leva embora. Precisam ser capazes de resistir aos imprevistos, ao desânimo e à preguiça.
Eu não acredito em nenhuma espécie de simpatia pra ano novo, mas se alguém me perguntasse o que muda de hoje pra amanhã, diria que é muita coisa. Meu pai às vezes me conta histórias de quando eu era menor, de como eu fixava uma data pra fazer algo, e fazia. Pra parar de chupar o dedo foi assim, e pra tirar as rodinhas da bicicleta, também. E amanhã, alguma reviravolta, proporcional à complexidade da minha vida atualmente, tem de acontecer.
Fiquei entusiasmado com tal idéia, já tá bem dentro da minha caixola. Mas se for pra acordar desorientado já no primeiro dia do ano, não vai prestar. Por isso, elaborei um plano pra cada meta que estabeleci. Digeri muitas delas em porções diárias, pequenas, pra não ficar com preguiça e não esquecer. Não vai ficar pra depois e não vai atrasar.
Quero estar ocupado o suficiente pra não ver o tempo passar em 2009. Tive uma sensação desagradável de vazio durante 2008, enquanto ficava olhando a grama da minha quadra, as crianças brincando no meio da tarde, era um perfeito vagabundo. No dia 31 de dezembro do ano que vem, quero poder dizer aqui "ei, lembra-se das metas de que falei há um ano? Pois é, consegui isto, aquilo, e aquiloutro também". Quero ter a certeza de que o meu tempo foi bem gasto e de que o meu esforço em mudar o que precisa ser mudado hoje valeu a pena. Feliz 2009.

Wednesday, December 17, 2008

Antes de dormir

Eu não sei o que acontece, mas alguma coisa muda na minha cabeça quando ela encontra o travesseiro, minutos antes de tudo virar uma grande tela branca. É naquela fração de minutos que eu pareço ter um pensamento mais claro, viajo mais e melhor, e encontro soluções pra alguns dos meus problemas.
"Amanhã não vai dar pra adiar mais", "tenho de levar meu violão pro conserto", "o que vou fazer em relação a isto ou aquilo? Humm, parece ser esta uma boa solução", "fulana tá me dando mole, será que rola de investir?", "36... hã?! É o resultado daquele exercício infeliz, e é assim que se faz..." e "finalmente a frase que completa aquela música!" são algumas vagas lembranças desses momentos de maior iluminação, não obstante a luz apagada. Vagas porque não adianta eu correr e buscar um papel pra anotar as idéias. No meio do caminho, já foi metade embora.
Um dia, porém, resolvi bancar o esperto. Lanterna, lápis e papel ficaram ali, do meu ladinho, de tocaia pra quando as elas viessem. Tinha até uma borracha de prontidão, caso o surto fosse grande. Mas não apareceu nenhuma boa idéia naquela noite. Em outras ocasiões, quando vou dormir desarmado, lá estão elas aos montes. Será que elas têm de serem anotadas?
Talvez nem todas sejam realmente boas, mas dá pra dizer que são diferentes. São coisas que eu não penso durante o dia, quando qualquer movimento me chama a atenção. E vêm como um relâmpago, que num instante brilha e ilumina outras idéias escondidas, e logo depois se apaga, atiçando a minha curiosidade.
Eu fico ali, deitado, querendo imaginar mais, pensar mais, achando que vou lembrar tudo quando acordar, mas não demora muito e o sono faz sua parte. No outro dia, vêm os problemas e as especulações rotineiras e sem sentido pra me ocupar. Algumas soluções pra eles vêm de ontem, e é pensando na vida antes de dormir que eu percebo que a minha vida evolui.

Friday, November 14, 2008

Um dia ruim para o cérebro

Eu já escrevi um texto falando sobre a ignorância nata que todos nós possuímos, mas hoje eu simplesmente preciso dizer o quanto estou me sentindo estúpido. Pois é, hoje é um daqueles dias em que eu simplesmente tenho a certeza de que sou uma besta quadrada. Não sei se já te aconteceu, mas é por aí o raciocínio, se é que há algum.
A sensação de ser um completo idiota não me agrada muito, sabe? Parece que pensar duas vezes antes de falar cada palavra não é mais suficiente. A gente fala as coisas e, antes de terminar, sabe que falou demais. Ficar calado adianta, mas nem sempre. Bom mesmo é quando a gente nem pensa e já sai soltando o verbo. E foi pensando nessas coisas óbvias e falando sobre elas que eu percebi a minha babaquice.
Pra aumentar a sensação de desconforto num dia como esse, nada melhor do que repetir um erro recente. Na hora, quem se dá conta? Passa um tempo, a cabeça baixa, mão na testa:"não acredito que fiz isso de novo". Meia hora depois e ainda tem um cérebro muito ocupado em se lamentar por qualquer bobagem relativa ao fatídico evento.
E por último, mas não menos importante, ela, sempre ela: a falta de inspiração. Não saber o que dizer é a maior prova de que nem sempre a gente tem o intelecto tão afiado quanto gostaria, e ,em especial, hoje, uma baita ironia que só deixa mais patente a minha insatisfação com meus próprios miolos.
A única luz no fim do túnel pra quem se sente idiota é que, assim como a maioria dos nossos sentimentos, esse também passa. Que amanhã, então, seja um dia em que nos sintamos mais inteligentes ou, pelo menos, menos burros.


("pelo menos, menos burros", que coisa mais idiota...)

Saturday, October 25, 2008

A tal da preguiça

Ah, a preguiça, esse mal que assola a humanidade desde o princípio do mundo e motivo pelo qual eu não venho postando há séculos. Sendo, porém, sistematicamente cobrado por alguns bondosos leitores, resolvi que era hora de menos lenga-lenga e mais posts. E foi numa dessas tardes, depois de uma conturbada soneca, que me pus a pensar sobre o que vem a ser essa força tão poderosa que nos rouba todas as outras forças.
Veio-me à caixola a imagem de quando a gente acorda. "A preguiça seria aquele saco imaginário de 500 kg que cai sobre nós quando esboçamos alguma reação contra a vontade quase irresistível de manter nossos corpos no repouso de nossos sedutores leitos", pensei.
Mas ninguém sente preguiça só quando acorda. Sentimos preguiça de muitas coisas, e até de outras pessoas. Então, quando não estamos dispostos a gastar energia e tempo com alguma coisa ou alguém, estamos com a danada da preguiça, até porque esses são recursos escassos, que a gente não pode desperdiçar. Falando desse jeito, parece até que preguiça um mecanismo de defesa (todo mundo pensa "ainda bem que eu tenho preguiça!").
Acontece que o poder defensivo desse estado de espírito é também sua maior agressão contra nós. Evolui numa reação em cadeia ao longo do tempo, de modo que quanto mais preguiça a gente sente, menos quer fazer o que tem de ser feito. E se deixa de fazer algo que precisava ser feito, sente mais preguiça de fazer outras coisas que deveria fazer. A reação continua, e gastamos mais tempo e energia adiando nossas obrigações e tentando cumpri-las de última hora, do que se as tivéssemos feito no tempo certo. Que ironia, ora bolas.
E o mais triste é que ainda não inventaram nenhum remédio eficaz contra esse mal que assola a humanidade. Só existe mesmo uma força com que podemos contar: a tal da motivação. No jogo de forças que rege cada um de nós, é certo que só há vitória quando decidimos parar de envelhecer e ignorar a porcaria do saco de 500 kg, levantando-nos da cama determinados a fazer do novo dia algo melhor do que foi o anterior.

Monday, August 18, 2008

O vizinho

Hoje aconteceu uma coisa engraçada. Minha irmã me levou pra facul, porque queria ficar com o carro e resolver umas paradas que precisava pela manhã. No final da aula, ela não pôde me buscar, então tive de voltar a pé pra casa.
Brasília definitivamente não é uma cidade feia. Apesar da secura dessa época do ano, o caminho que eu fiz era bem bonito e cheio de coisas interessantes pra ver. A uns dez passos à minha frente, ia um garoto da minha idade de mochila nas costas, vestido casualmente. Ele deu uma olhada pra trás e continuou seguindo.
Quando ele foi pra esquerda, eu fui pra direita. Passamos por um bloco comercial e atravessamos a W3. Quando entrei na 308, vi que ele ainda estava na minha frente. Parecia que a gente ia pro mesmo lugar, mas julguei ser precipitada tal suposição.
Beleza, passamos pela 308, depois pela 108, e chegou a hora de atravessar os eixos. Como nenhum de nós parecia muito disposto a encarar as passarelas subterrâneas, aventuramo-nos na travessia. Eu nunca havia corrido como um louco pra transpôr e eixão antes, e, cara, foi menos assustador do que eu esperava, embora não menos perigoso, talvez.
Como demorei um pouco mais na aventura das pistas, o carinha ficou à frente de novo uns dez passos, mas eu nem tava me importando. Passando pelos blocos aqui da quadra, ele foi reduzindoa marcha. Quando cheguei ao meu prédio, veja só, descobri que ele também morava aqui. Fui pra entrada da esquerda, e ele pra da direita. Não falamos uma palavra um com o outro, e eu nem mesmo lembro o semblante do rapaz. Mas achei incrível como o anonimato e o isolamento em nós mesmos pode tornar qualquer coincidência um fato digno de reflexão. Ah, se pelo menos a gente pudesse confiar mais nas pessoas...

Wednesday, August 13, 2008

Mulheres, abelhas e chocolate

(Atençao: este post pode soar ofensivo ou machista. Se você, mulher, tem estresse crônico, é feminista, ou apenas gosta de implicar, sinta-se livre pra pular a leitura)
Bem que eu nunca duvidei que o ser humano é um bicho como outro qualquer, mas hoje vi umas coisas que realmente me deixaram surpreso quanto ao grau de semelhança. Tava asistindo ao nem sempre útil Discovery Channel e descobri que as mulheres têm muito mais em comum com as abelhas do que os olhos grandes, o visual bacana e o ferrao.
Já viu que abelhas nao tao de brincadeira, né? Nao pode dar mole, senao leva picada. Elas estao por quase toda parte nos importunando, entrando em nossos refrigerantes e ajudando o mundo a ser um lugar mais ahm... sonoro e colorido, mas também fazem o mel que todos nós amamos e queremos.
Dizem que o jeito mais fácil de acalmar abelhas loucas pra deixar alguém dolorido é usando fumaça, porque as deixa confusas. Entao elas vazam pra colméia, se empanturram de mel e ficam de boa. A partir daí, a probabilidade de ser picado tentando roubar mel diminui!
De volta ao mundo dos seres humanos, repara só na livre associaçao. Imagina a fumaça como alguma confusao qualquer pra uma mulher. Nessa situaçao, o que ela faz? Ela vai pra casa, e chama as amigas. Em casa, elas ficam conversando potoca da vida alheia e comendo a mais fina iguaria que há pra qualquer mulher no mundo: chocolate. E depois de muito tramarem sobre suas situaçoes delicadas e se entupirem de chocolate, como que por mágica ficam calmas. Nao diria calminhas, mas pelo menos agora nao querem matar ninguem(nao no curto prazo, pelo menos).
A conclusao ao final destas breves observaçoes nao é muito diferente do que já estava no início: nós seres humanos somos bichos, como quaisquer outros. E antes que vocês, moças, fiquem iradas e parem de ler, quero dizer que nós, homens, nao somos mais inteligentes nem muito diferentes das senhoras. Só nao achei ainda uma analogia pertinente, mas com tanto bicho doido por aí, nao vai faltar comparaçao bizarra. Mas antes de começarem a maquinar, por favor, comam um chocolatezinho básico. :)

Tuesday, August 12, 2008

Teoria da Conserva Emocional

Tava vendo Malhaçao esses dias (sim, podem me zuar, pessoas cultas e soberbas que nao assistem a novelinha ;)) e aí tava rolando uma briguinha de casal, só pra variar. Parece que, depois de anos de casamento, a mulher virou pro marido e disse que era mais feliz e livre longe dele. Entao pensei comigo: "como pode ser isto?"
Tudo bem que eu nao sou o cara mais otimista que os senhores conhecem nesta área da vida, mas, véi, que coisa bizarra eu achei. Digo, como assim nao ama mais? Que coisa absurda, disse comigo. Entao comecei a me lembrar das minhas experiencias e das que já vi de perto, de longe e de relance.
Quando eu era criançola, tinha uma visao mais poetica do mundo. Até a 7a série eu achava que todo mundo tinha um par perfeito, uma cara metade que fosse unha e carne e que fosse mais natural com tempo do que a própria sombra do indivíduo. Bem, isso mudou depois de uma ida ao cinema e de eu nao ver o filme.
E o que eu aprendi depois nao vai em sentido contrário. Parece-me que esse lance de amor tem prazo de validade, da mesma forma que um enlatado em conservas que a gente compra no supermercado ou vidro de azeitonas verdes. Alguns duram a vida toda. Outros duram três dias. Se eu acreditasse em sorte, diria que é puramente na cagada que a gente encontra alguém pra vida inteira, mas ando muito pessimista pra isso.
Maior bizarrice do que essa foi só quando descobri que a Teoria da Conserva Emocional também é regida pelas trocas de calor emocional. Explico: na geladeira, os alimentos duram mais do que se estivessem expostos ao calor natural. Notei algo semelhante nos meus dilemas e paixonites até hoje.
Repara só: houve sentimentos que duraram anos sob uma troca controlada. Elas me chamavam de frio, mas ainda gostaram de mim por anos. Quando resolvi bancar o cara legal, que todo mundo diz pra gente ser, veja só, a coisa estragou rapidinho. Quando resolvi bancar o romântico, ainda mais rápido ocorreu a degradaçao, em questao de dias. Quando aconteceu foi uma merda, mas observando agora, tô achando até interessante.
Certo, muitos de vocês devem estar pensando que eu sou um doido varrido por pensar tantas coisas assistindo a uma cena de novela. Mais que isso, me julgando o cara mais mal amado que há sobre a face da Terra. Mas considerando tudo que eu disse até agora, eu realmente nao me importo muito quanto a ser mal amado. ;)
P.s.:post realizado de um note gringo. Perdoem a falta do til.

Tuesday, August 05, 2008

O singelo flautista

Estava eu descendo as escadas pra buscar um cartucho de tinta ali na comercial, quando pela minúscula janela entrou uma melodia delicada, soprada pelo vento. Era o som de uma flauta, subindo pelo ar e inundando os ouvidos de quem quer que estivesse perto dali.
Naturalmente, fiz aquela flexão e meti a cabeça na janela pra ver de onde vinha aquela maravilha. No começo, até achei que era uma gravação e me julguei retardado por estar ali querendo saber de qual apartamento vinha a música. Depois, porém, o timbre ficou tão cristalino que deu pra perceber que não era gravação: tinha alguém tocando uma flauta por ali.
Quando cheguei ao térreo, já me havia esquecido da flauta e de tudo o mais. Fui lá na lojinha, catei o cartucho e voltei. Subi as escadas, milhões de pensamentos esvoaçando na cabeça como folhas cadentes no vento.
Abri a tampa da impressora, o cartucho na mão e no jeito pra ser colocado. Eis que o som da flauta veio de novo, mas desta vez com um suave eco. Comecei a ficar bêbado com a música de novo e meus pés andaram até a janela sem que eu precisasse mandar. Foi aí que vi, passando pela quadra e tocando sua flauta, um homem simples, de chapéu na cabeça. Seu passo não era nem rápido, nem devagar. Não parecia estar pedindo nada. Também não sei dizer se tinha rumo aquele sujeito. Só sei que fez um bem danado pros ouvidos e corações que sua melodia alcançou pelo caminho.

Thursday, July 31, 2008

A corda, garoto!

Rapaz, como eu tenho preguiça de abrir a porta de casa e sair correndo ou caminhando por aí. Agora que estou fora das piscinas, exercício físico tem sido coisa rara na minha vida nem sempre saudável. Agora estou mais gordinho(engordei 2kg), meu pânceps aumentou e meu condicionamento físico foi pro saco. Em resumo, tô fora de forma.
A idéia de ficar barrigudo e sem pique, porém, não é nada atrativa pra mim. Estava eu caçando algo pra fazer e me divertir, quando vi aquela propaganda da Coca-Cola da cordinha. Achei até legalzinho, mas tinha um problema: eu nunca tinha pulado corda na vida.
Pense num marmanjo de 20 anos que nunca pulou corda. E antes que algum retardado pergunte, sim, eu tive infância. Só não tive uma corda, mas isso não vem ao caso. Pra minha felicidade, achei uma corda dando sopa dentro do meu armário(acho que era da Bruninha, mas agora é minha! Mwahaha!). Com uma cordinha até mais ou menos, eu poderia brincar enquanto juntava umas tampinhas pra trocar nas cordas da Coca.
Problema seguinte: coordenação motora. Eu sabia rodar braços em sentidos diferentes, fazer combinações malucas com os dedos, mas na hora de pular a bendita da corda, não rolou. Com um auxílio da mamãe, veja só, consegui. Depois descori que não consigo pular mais que 30 segundos sem me enroscar.
Finalmente acumulei uma quantidade boa de tampinhas e fui trocá-las. Deram quatro cordas. Descobri então que a cordinha que tinha em casa nem era das piores. Na verdade, eu esperava um pouco mais das cordinhas da Coca, mas por R$4,00 fica difícil exigir super qualidade das mulambas. Mesmo assim, elas têm um ponto alto, que é a possibilidade de emendar uma na outra e formar uma corda maior.
Certo, certo, agora tem corda sobrando aqui. Comecei a pular de verdade hoje, e até que é divertido! Não pulei mais do que um minuto sem morrer de cansado, mas pulando um minutinho hoje, dois amanhã e assim sucessivamente, não demora e eu melhoro na parada. Pular corda é altamente recomendado pra você que, como eu, não morre de amores pela corrida nem pela caminhada, não tem uma piscina decente por perto e não quer ficar sem se mexer. Supimpa!

Monday, July 28, 2008

A zuada da noite

Eu tava tossindo mais do que motor de Fusca ontem à noite quando fui me deitar. Deixei a janela fechada, mas abri as cortinas, pra que quando o sol se levantasse, me ajudasse a sair da cama também.
Arrumei minhas cobertas e me estirei na cama. Comecei a pensar na vida, em como são as coisas, enfim.. no que a maioria de nós pensa antes de pegar no sono. Mas eu não peguei no sono...
Ainda tinha carga pra muito tempo, tinha dormido de babar pela tarde. Como não tivesse tempo pra encontrar a solução da crise dos alimentos e a paz mundial, já que minhas aulas começaram hoje, resolvi fechar os olhos e tentar dormir assim mesmo. Mas uma muriçoca muito esfomeada, imagine só, estava fim de me sacanear.
Usei a tática báscia de cobrir a cabeça, mas ainda dava pra ouvi-la buzinando na minha orelha. Foi passando o tempo e aquela coberta virou uma estufa. E quando eu descobria a cabeça, ficava mais suportável, mas lá vinha o zumbido.
O relógio já marcava duas horas da matina quando decidi me levantar e pôr um fim naquele inseto miserável, mas a letargia segurava meus braços e a danada sempre escapava. Já estava a dois passos da loucura quando me lembrei de um sábio conselho da Bruninha, que diz mais ou menos assim: "Liga o ar condicionado que a danada vai embora."
Não me parecia o conselho mais sábio do mundo, mas àquela altura, eu não tinha mesmo muita opção. Liguei o ar e me deitei de novo. Já tava o esperando o zumbido ensurdecedor. Esperei mais um pouco. Mais um pouco... E não veio. Finalmente aquela muriçoca fanfarrona teve o que merecia!
Demorei mais um pouco pra capotar de vez, e finalmente consegui. Não perdi a hora da aula, embora tenha batido aquele sono na aulinha de Direito Processual Civil, aquela matéria que todo mundo acha super legal e divertida, não é mesmo? Agradecimentos especiais à minha irmãzinha pelo sábio conselho dito não lembro onde, nem quando. :)

Saturday, July 26, 2008

Caraca, faz tempo que não escrevo aqui. E não tinha mesmo idéia nenhuma pra escrever agora também, mas o fato é que precisarei praticar mais minha redação e escrita este semestre se quiser passar no concurso do TRT da 18ª Região. Cara, tava esperando esse concurso sair faz tempo. E nem botava fé que ia sair em 2008 ainda, mas vejam só que belezura: taí já!
Sempre que eu venho postar alguma coisa aqui, ou não tenho inspiração pra nada ou tenho algo mais importante ou mais interessante pra fazer. Agora mesmo ocorrem as duas coisas, mas por milagre eis-me aqui a escrever. Não pensem os senhores que seja desconsideração da minha parte. Também não sei o que é, mas as férias disso aqui acabaram e foi hoje. :)

Sunday, June 15, 2008

Faxina

O blog andou parado por um tempo, mas como hoje eu estava a fim de arrumar meu quarto e tirar a poeira das coisas, pensei que poderia fazer o mesmo por aqui.
Ultimamente tenho andado cercado de dúvidas, e me disseram que isso é muito natural. Todo mundo tem dúvidas aqui e ali, mas acho que as minhas são do tipo hardcore. Tenho sempre de pensar nelas de novo e de novo, mas estou ficando cansado disso.
Então, acho que vou começar a tomar algumas decisões, até porque o tempo é oportuno. Final de semestre e coisa e tal. É mais um ciclo, e não quero seguir o caminho da mediocridade no próximo.

Wednesday, June 11, 2008

Sobre o ciúme

Véi, passar ciúmes funciona. Funciona MUITO!

Tuesday, May 20, 2008

Constatação

Descobri que não sei acabar uma conversa ao telefone:
- Então falou, rapaz, até mais!
- Falou, abração!
- Outro, fica na paz! Tudo de bom!
- Pra você também, boa noite, té mais, tchau!
- Falou, tá, tchau!
(...)
Menino, vira um trem tão esquisito que, quando eu vejo, já desliguei. Ou desligaram pra mim.

Monday, May 19, 2008

Drive thru a pé

Pô, tava voltando tardão com meu primo Hugo e o Luís quando bateu aquela fome. Felizmente, pra nossa sorte, havia um Mc donald's aqui na minha quadra e ele tava aberto! Pelo menos a parte do drive thru.
Apesar de a gente ter ido lá a pé e de já ter comido fast food do mesmo restaurante no almoço, rolou de ir lá ver de qual era. Afinal, ninguém queria dormir de estômago vazio. O carinha foi de boa e deixou a gente ficar lá na fila dos carros, mesmo sem um carro. Eu achava aquilo tudo meio ridículo, mas era mais um preço a pagar pra comer, ora bolas. Idéia do Hugo...
Já tava me acostumando com a idéia e pensando na originalidade e perspicácia de nossas mentes alucinadas em ficar ali, naquela situação, quando quis ter certeza disso tudo perguntando ao atendente:

-Ô, moço, alguém já fez isso antes ou a gente tá quebrando algum paradigma?
-Naada, direto vem gente a pé aqui.
-Mas pelo menos somos os primeiros dessa noite, certo?
-Certo.
Taí, não éramos lá o suprassumo da originalidade nem do estado de necessidade que a fome provoca num ser humano, mas o mais importante foi conseguido: nossas promoções esfaqueantes e uma noite mais feliz e menos saudável. '^^

Prática de conjunto

Rapaz, nos últimos dias pareceu até que minha vida é agitadinha e eu tenho muito que dizer. Verdade é que na sexta-feira 16 eu toquei pela primeira vez com uma banda! Foi legal, apesar de a gente não ter repertório e ter ficado só numas musiquinhas do Oasis lá. Acho que só de juntar o pessoal pra tocar mais uma vez já seria uma vitória. Emplacar uma bandinha mesmo seria massa por demais. Já até falei disso aqui, mas vamos ver o que sucede daqui pra frente.

Wednesday, May 14, 2008

Conclusão

A melhor coisa que fiz nos últimos dois dias foi parar de ver Malhação e sair pra dar uma corridinha no parque (embora, segundo meu monitor de frequência, eu já devesse estar muerto por conta do esforço Oº).

Tuesday, May 13, 2008

Cof cof

Pô, ficar gripado é uma merda. Nariz nervoso, garganta doendo e o corpo meio mole. Mas pelo menos tô com aquele vozeirão do Cid Moreira. xP

Sunday, May 11, 2008

O mestre e o aspira

-Meu brother, entenda uma coisa: o fora foi feito para o homem! Certamente não é agradável, mas uma questão de costume. Você leva o primeiro e se sente a pior das criaturas terrenas. Leva o segundo e já não se sente tão mal. Depois você desencana e já parte sem medo, porque essa é a atitude que vale. Talvez não seja 100% de eficiência, mas fazer o quê? Ficar chupando o dedo é que não rola.
-Tá, mas eu nunca cheguei em nenhuma menina e talz. Tudo que eu consegui até hoje foram esquemas pré-arranjados de msn e orkut!
-Compreendo, mas experimenta o que eu tô te falando. Você pode achar que é tentativa e erro, e acaba sendo mesmo. O negócio é a experiência.
-Como que eu chego?
-Depende. Tudo depende. O ambiente, por exemplo, tem de estar favorável. Se tiver rolado aquele flertezinho, meio caminho andado. Seja educado e não force a barra. Converse de boa, sacou? Pra conhecer mesmo.
-Humm... Eu achava que a coisa era mais direta.
-Nada, rapaz. Exige um pouco de técnica da nossa parte. Eu poderia passar a noite toda te contando todos os segredos envolvidos nesta nossa atividade como homens, mas você tem de praticar o que já aprendeu. Sabe aquela ali, de vestidinho azul? Tá te dando o maior mole. Vá lá e me mostre do que você é capaz!
-Ehr... Acho que vou ali beber uma coca...
-(suspiro) A gente tenta não perder a esperança, mas tá difícil.

Saturday, May 10, 2008

A Batalha da Água

(Mai minino, hora que eu vi tinha passado ua semana, cê cridita?)

Estava eu dormindo de boa hoje à tarde, quando minha mãe interrompe meu sono de beleza:
-Ô filho, preciso da sua ajuda. A sala tá inundada.
Enquanto me perguntava se era mesmo aquilo que tinha ouvido, levantei-me ainda lerdo e fui à sala ver o que se passava. Foi então que senti a água molhando a barra da calça. Véi, a sala tava inundada! Canário! Só um objeto no mundo seria capaz de tamanha atrocidade: a mangueria de saída da máquina de lavar. Sim, ela havia escapado, e o caos se instalara no aconhego do meu lar.
Arrumei uma bermuda, um rodo e fui lá ajudar minha progenitora na difícil tarefa de secar a casa. A água avançava pelo corredor e ganhava os quartos, mas eu não estava disposto a perder a batalha. Foram vários golpes na danada, até que ela perdeu terreno e ficou só la na sala.
Os móveis assistiam àquela cena maluca, uma coisa que não podiam compreender. Os rodos deslizavam furiosamente pelo chão, e as ondas espumantes se avolumavam perto da cozinha. Era um inimigo pernicioso, que reagia aos meus ataques tentando me derrubar com escorregões e deslizes insanos. Felizmente, porém, não propiciei-lhe tal prazer.
O destino daquele duelo parecia se desenrolar diante dos nossos olhos. Aos poucos conseguíamos pequenas vitórias sobre a tormenta, tirando-lhe a força e mandando seus vagalhões para o fundo do ralo. Um inimigo tão ardiloso, porém, não se deixaria abater de modo tão inexpressivo. Ainda restavam parcelas de sua fúria em pequenas poças pela casa, e as marcas dos rodos no chão denunciavam que ainda não era chegado o fim do combate.
Utilizamo-nos então de nossa segunda arma: o pano! Sim,nós o lançávamos em conjunto com o poderoso rodo sobre as últimas águas, e era como se o dia se transformasse em noite para elas.
Após várias investidas, enfim, vencemos a batalha desta tarde. A ordem parecia se reestabelecer e o sol se punha atrás do vasto planalto central. As crianças brincavam no jardim e minha mãe sorria satisfeita, achando graça de tudo aquilo. Aqueles litros de água fora do lugar foram domados, e agora tudo está bem. E quanto à mangueira... bem, demos um jeito nela.


Thursday, May 01, 2008

Hoje,

Tony Stark e os músicos do shopping me deram uma lição sobre atitude e muito trabalho duro, respectivamente.

Wednesday, April 30, 2008

Estatística

De todas as pessoas que já torcaram uma palavra ou duas comigo:

50% me acharam um completo idiota;

25% acharam que sou anormal;

15% me chamaram de doido;

10% me acharam legal.


Tô beeeem...

Tuesday, April 29, 2008

Feiúra

Pô, a viagem pra Goiânia no fim de semana atrapalhou meu esquema de postagem diária, mas tô aqui de volta, meu povo. Andei um pouco de carro lá e queria falar aqui sobre uma coisa que muito incomoda a minha pessoa: jogar lixo pela janela do carango. Em tempo: em todo lugar tem disso, mas foi só por esses dias que resolvi postar sobre essa falta de educação.
De fato, é uma atitude é muita feia. O pior é que é uma coisa tão frequente, parece que já tá na cultura das pessoas. Pouca gente se preocupa em guardar o lixo por mais uns minutos pra depois jogá-lo no local adequado. Não me parece ser uma questão de vontade, porque já houve várias campanhas nos meios de comunicação pra ajudar a frear tamanha grosseria com as vias públicas e com o meio ambiente.
Quem joga lixo no chão estando a pé não é menos feio. Fazer isso mostra que estamos muito longe do ideal de civilidade e respeito que tanto almejamos. Pode parecer uma coisa simples, mas reflete o descaso que muitos de nós temos no trato do lugar em que vivemos, pra não dizer com as pessoas que ocupam a mesma área que a gente.
Por fim, não é uma atitude das mais sábias dar trabalhos pros garis, mas uma baita grosseria, pode ter certeza que é. Use bem as coisas, evite desperdiçar e, quando terminar, deixe pra jogar no lixo.

Thursday, April 24, 2008

Era preu ter ido na dermatologista hoje, mas esqueci. Acho que preciso dormir mais. Oº

Wednesday, April 23, 2008

Descoberta

Um computador ligado funciona quase tão bem quanto café ou pó de guaraná na difícil tarefa de mantê-lo acordado enquanto estuda. Basta virar as costas pra ele e deixar o msn sem barulhinhos.

Tuesday, April 22, 2008

Quase...

Eu não teria nada pra postar hoje, até que fui ao supermercado comprar margarina, carga de barbear e pão. A rua tava vazia, o mercado tava vazio, tava tudo de boa.
Aconteceu só uma coisinha quando eu tava voltando pra casa. Ou melhor, quase. Quase mesmo. Pense na menor molécula que possa existir. Diminua umas trezentas vezes e vai achar a distância que eu passei de um outro carro. Pura desatenção. Foi tipo um beicinho de pulga, mas não de uma pulga qualquer. Com certeza foi da pulga mais magrinha e mirrada do mundo. Caraca, foi perto. Meu coração acelerou, minhas suprarrenais gelaram minha barriga, a testa suou e o Brain Media Player tocou a sinfonia da destruição.
Mas nãão, não teve batida. Teve, sim, livramento de Deus. Cheguei em casa, fechei os olhos e disse: "Obrigado, Senhor."

Monday, April 21, 2008

21/04

Hoje, quando acordei, fui sugado por uma máquina do tempo. Fui transportado pro mesmo dia do ano passado, e lembrei muitas coisas. Os anos vão passando e eu acumulo experiências nesse dia ou relacionadas a ele. Ano passado, por exemplo, foi o dia em que tive uma briga com minha ex no pontão, e também o dia em que estranhamente encontrei meus amigos no píer. E tudo pareceu como se hoje fosse.
Tiradentes me lembra também minha primeira cola, na quarta série. Teria sido uma cola normal, mas não foi. E sabe por quê? Porque quem me deu a cola foi a menina que eu gostava. Pô, foi massa. Coisas ruins evito lembrar, mas coisas boas levo pra sempre, porque é muito bom. Feriado hoje foi de boa. Se bem que semana de prova ta aí e eu estou lascado.

Sunday, April 20, 2008

Ô, rapaz...
A parte ruim de vir a Goiânia é que não tenho mais uma casa pra chamar de minha, assim propriamente dita.
Entende?

Saturday, April 19, 2008

Hoje eu descobri que preciso ser realmente bom em alguma coisa. Só não sei ainda no quê.

Friday, April 18, 2008

Todo dia

Pô, falhei um dia no objetivo de postar todo dia. Parece uma coisa simples, mas tive de fazer um certo esforço pra depois retomar o propósito.
Sabe, acho que muito do que a gente faz na vida tem de ser feito no dia-a-dia assim, todo dia um pouco. Quando eu faço isso, sinto uma melhora naquilo que eu faço; parece que a coisa anda pra frente.
Dá até pra ler vários livros ao mesmo tempo sem perder o fio de nenhum deles. Pra mim é uma descoberta fabulosa essa coisa de administração do tempo, mas ainda preciso fazer muita coisa pra não torrar todos os meus segundos na cegueira da juventude.
Todo mundo já falou isso um dia, e eu vou repetir: se quer alcançar algum objetivo, tente dar um passo em direção a ele todos os dias, mesmo que seja pequeno. Parece tão tranquilo pra dizer, mas na hora de fazer, sempre pinta um probleminha aqui e outro ali. Apenas não pare por causa deles.

Thursday, April 17, 2008

Cada um na sua

Meu amor, tô incomodado
de viver assim perdido.
Essa inércia muito
nos faz mal.

Parece que o nosso amor
não tem mais muito jeito,
então melhor cuidarmos
do final.

Por noites e noites eu
chorei com a alma nua,
pra engolir essa
realidade crua.

E se o mais certo é
que a vida continua,
daqui pra frente é
cada um na sua.

Meu amor, tô cansado
de viver um faz-de-conta.
É triste não te
ver fazer questão.

Parece que já não dá mais
pra segurar as pontas,
então melhor pular
pra conclusão.

Por noites e noites...

Meu amor, já tô é farto
dessa relação sem graça.
Não tá escrito o quan-
to eu sofri.

Verdade é que eu tentei
evitar essa desgraça,
mas foi inevitável
o nosso fim.

Por noites e noites...

Tuesday, April 15, 2008

Rock'n roll dream

Beleza, nada de crianças, mas uma bandinha pra fazer um som não seria nada mal. Véi, sempre quis ter uma banda, mas até hoje quase ninguém me chamou pra fazer grupo.
Dizem que é um esquema enrolado, que tem de ter jogo de cintura pra agradar todo mundo, e que o resultado final às vezes é algo totalmente diferente daquilo que a gente tinha na cabeça. São coisas que não são necessariamente ruins, mas que devem dar um certo trabalho e pedir muita paciência.
Ultimamente tenho tentado escrever mais músicas também, até poemas pra musicar e tudo. Vou postar alguns aqui, mas as melodias que eu sempre achei as melhores nunca têm letra que se encaixe nelas.
Nossa música é boa, mas de uns anos pra cá tem sofrido na qualidade. E quando eu tiver uma banda, vou fazer um som bacana, decente. Acho que a música ou precisa passar uma mensagem fácil de ser entendida ou que grude na cabeça do ouvinte, pra que ele fique pensando naquilo e tire uma conclusão depois. É claro que escrever e compor uma canção que seja capaz disso demanda muito esforço e tempo, e eu tô disposto a pagar esse preço. Já quis ser um guitar hero, famosão e rico, mas hoje, se puder gravar um cdzim de qualidade, já seria quase como um filho pra mim. x)

Monday, April 14, 2008

No kids, honey

Quando as pessoas me perguntam se eu quero ter filhos, construir uma família, geralmente se surpreendem com a minha resposta: não. Pra mim é algo natural, mas pro resto do mundo acho q não faz muito sentido, então resolvi falar sobre isso.
Dizem que o sonho de todas as pessoas é de se casar e ter filhos. Na boa, acho que, se eu me casar, já vai ser quase um milagre. Um feito notável. Não sou uma pessoa lá muito amável, mas muito exigente na hora de procurar uma donzela, pode apostar que até demais.
Quanto a ter filhos, sinto muito. No kids, honey. Nem dois, nem um. No máximo um cachorro ou um peixe. Peixe é melhor que dá menos trabalho. Criança, só a dos outros.
As torcidas do vasco e do flamengo já tão unidas e prontas pra acusar minha insensibilidade e frieza de coração, mas antes que o façam, permitam que eu diga uma coisa ou duas sobre ter filhos. Véi, ter filho é uma atitude que implica muita responsa. Acaba que se torna uma limitação também, porque um pai se responsabiliza pelo filho pro resto da vida. E até tirando todos os compromissos e indo pra parte legal, tem de ter muito amor, meu caro, e quando você fica sem a pessoa, é triste.
Enfim, não quero ter filhos e pronto. Que ótimo, né? Logo se vê que eu não seria mesmo um bom pai...

Sunday, April 13, 2008

Um probleminha

Né por nada não, mas eu tenho a ligeira impressão de que fico um cadim mais burro de tempos em tempos. Isso é um tanto triste, mas não muito desesperador (ainda).
Na verdade, acho que o processo é diário, mas o resultado a gente só percebe à medida que o tempo passa. É claro que estou lendo mais, me ocupando mais, fazendo mais coisas, mas nada disso parece dar um jeito no meu retrocesso, o que me leva a crer que deve ter algo errado. Algo que eu não sei também o que é.
Emburrecer é uma coisa triste, porque não dá pra disfarçar muito, e também porque você vai deixando de entender as sutilezas do convívio em grupo e acaba machucando as pessoas do seu círculo (mais do que gostaria e as que não gostaria). E afastando possíveis novas também. A parte boa é que quando alguém tenta te fazer de otário, não consegue, porque... bem, você meio que já tá naquela condição, então dá pra desconfiar logo.
Acho que, num passado não muito remoto, eu era mais capaz de resolver problemas e fazer associações. Talvez fosse mais bonito e conseguisse impreessionar mais as gatinhas com meu papo. Hoje sou só um cara meio estranho, ainda não muito burro, mas também nenhum primor de inteligência.
E foi buscando um tratamento pra essa situação que resolvi que vou escrever algo todo dia, começando de hoje. Se não conseguir ficar mais inteligente, pelo menos vou escrevendo enquanto ainda consigo, tentando retardar os efeitos mais graves e me forçando a ser criativo. Aqui não tem espaço pra auto-miseração nem nem conformismo, rapaz. Negócio é tomar uma colher de sopa de Sivirol duas vezes ao dia e tocar pra frente. Então é isso, vou atualizar meu blog todo dia agora, e seja o que Deus quiser. ;)

Tuesday, March 11, 2008

A pior coisa do mundo

Estava eu a pensar com meus botões sobre o cotidiano, a vida e as pessoas. E descobri que a gente é irremediavelmente falho em um aspecto que nasceu, que se desenvolve e que vai morrer com cada um de nós.
Se você tava procurando a pior coisa do mundo, acabou de achar: é a ignorância. Agora a gente tem algo pra culpar sempre que alguma coisa na nossa vida der errado.
E de fato é assim, porque todas as outras coisas ruins que existem e acontecem na nossa realidade são consequências diretas ou indiretas da ignorância, ou ainda um subproduto dela. O pior de tudo é que às vezes nós queremos ser ignorantes, só dificultando as coisas pro nosso lado na evolução e facilitando pra seleção natural.
As guerras acontecem por causa da ignorância, uma pessoa mata outra sem querer também por causa dela e amores começam e terminam fiados também nela. Aquela falta de educação horrorosa no trânsito? Culpa da mardita. Aquele trabalho que era pra hoje e você esqueceu? A internet caiu? Seu vizinho acha que toca bateria? O rato roeu a roupa do rei de Roma? Adivinha...
A ignorância está em tudo, mas as coisas ignoradas podem ser as mais diversas. Pode apostar que elas fazem uma falta danada no momento em que as ignoramos. Ignorar é uma coisa triste e inevitável, é a sina da humanidade. Só que assim como outros males incontroláveis (que são frutos dela, não esqueça), nossa ignorância pode pelo menos ser combatida.
A gente é capaz de desafiá-la quando anda pra frente, quando estuda, quando quer saber das coisas, quando se levanta depois da queda. Talvez a beleza de viver esteja na luta constante que empreendemos pra não cometer os mesmos de novo e de novo. Nosso progresso é lento, e ela está sempre um passo à frente, mas mesmo assim vale a pena. Afinal, ignoramos também o que vem depois da morte, por mais otimistas que sejamos em relação a nossa futura morada.
E se você ainda não se deu conta, deixe-me esclarecer: você é um ignorante! Ah, é sim. Não se sinta ofendido, por favor. Eu também sou, e todas as outras pessoas desse mundo de igual maneira o são. Até porque, se alguém não fosse subordinado à ignorância, já teria achado um jeito de acabar com ela...

Tuesday, February 05, 2008

A ciência do bilboquê


Ah, o bilboquê. Já brincou com essa coisa bizarra? Não é um dos brinquedos mais fáceis que já inventaram, mas tem sua dose de diversão.



A gurizada de hoje provavelmente não o conhece. Afinal, com tanto brinquedo mais bonito e legal por aí, quem iria se interessar por uma bola furada e um pedaço de pau ligados meramente por uma cordinha? Confesso que também não botaria fé no investimento, mas achei um jogado no meio das minhas tralhas.



E foi só brincar um tempinho pra mudar de idéia. O objetivo do bilboquê é simples: encaixar a bolinha no cabo. Sem pilha, sem luzinhas ou sons, mas com muito mistério. Meros mortais não conseguirão nem na primeira, nem na segunda, nem na 15ª tentativa.



Isso porque ele não é nada intuitivo. Na verdade, há uma série de procedimentos complexos e rigorosos que se interligam pra fazer que o objetivo seja atingido. Ou seja, se o alinhamento interplanetário permitir, talvez você consiga no quarto ou quinto dia de tentativas.



Exageros à parte, leva mesmo um tempo pra pegar a manha. Existe o jeito certo pra segurar no cabo, o movimento certo do barbante e o giro certo da bolinha. Pra fazer isso, seu braço tem que fazer o movimento certo e sua cabeça precisa de concentração. Depois que você descobre o certo de todos os passos, não tem segredo. É mole ;D



Apesar de toda a perfumaria, o bilboquê é um brinquedo bacana. Com ele a gente aprende que há certas coisas em que tudo tem que dar certo. Altamente recomendado pras pessoas com muito tempo livre. A sensação que se sente quando finalmente a parada funciona é impagável.

Monday, December 31, 2007

E o ano vira de novo... (R)

(Republicação do post de 31 de dezembro de 2006... porque eu não encontrei nada tão bombástico que pudesse diferenciar 2007 de seu irmão mais velho..)
Hoje eu acordei e a primeira coisa que pensei foi: nuhh, hoje é dia 31... Tá, hoje é o último dia do ano e de praxe vai ter uma São Silvestre, que um cara magrinho que corre um absurdo vai ganhar.. Logo depois, em algum flash de telejornal, os repórteres vão dizer que já é 2007 lá na cochinchina (que frustrante, eles chegaram antes da gente ¬¬). Depois, vão mostrar a queima de fogos la no Rio e as pessoas maravilhadas vendo a fumaça e alguns lampejos.Chega o dia 1 e mais uma vez em nossas vidas vamos ver como foi a virada do ano na Times Square e na Opera House. Vamos ver também porque as pessoas usam branco e suas promessas mirabolantes pro ano novo (bom, não são exatamente mirabolantes, mas elas não vão cumprir mesmo). E por um intante vamos esquecer as muitas atrocidades que os seres humanos fazem todo dia e acreditar que 2007 pode ser um ano talvez até melhor que 2006, com menos violência, menos tristeza, enfim, menos coisas ruins.Isso até aparecer na TV que um cara morreu queimado tentando estourar um foguete ou que o índice de acidentes nas estradas aumentou e que muita gente bebeu, foi dirigir e morreu. Tá. Depois, começa tudo outra vez: o trabalho, as férias, o que estávamos fazendo antes de começarem as festividades. E vamos ver, com um certo pesar, que não mudou nada. Na verdade, as perspectivas não lá muito animadoras pro ano que acabou de nascer. Os políticos vão continuar roubando, só que com o agravante de ser sob nossas vistas, as crianças vão responder seus pais e os bandidos...bom, eles continuarão com seu trabalho também '¬¬ só que sempre mais intensos, digamos. O mais impressionante é que a maioria de nós acredita quando deseja um feliz ano novo pra alguém que a gente gosta. Sabemos que talvez seja tudo igual, mas quem sabe, né? Eu espero que 2007 seja de verdade um ano melhor que 2006, mas melhorar sempre é mais difícil que piorar. Por isso, desejo também que todo mundo tenha esperança e garra pra não ficar só no palavrório e tentar ser melhor, pra que 2007 realmente não seja tão igual nem tão cheio de promessas quebradas que talvez fizessem do microcosmo de cada indivíduo um lugar melhor.

Filosofia de Playstation - II

Einhander




"Use as armas de seu adversário contra ele mesmo"

Hora de abstrair

Cara, é impressionante a riqueza cultural que a gente encontra nos videogames. A princípio, não dá pra esperar muito mais do que um simples entretenimento, mas se você gastar alguns minutos pensando sobre a mecânica de um jogo, vai ver que dá até pra tirar alguma coisa positiva, além da diversão.
O jogo da vez é um clássico para o nosso amado PSX: Einhander. Em suma, é um jogo de visão lateral, daqueles em que você tem que destruir tudo que se mexe na tela. Muitas explosões, tiros, o caos total. Há um elemento, porém, que o difere da maioria dos jogos desse tipo: vários inimigos carregam armas que podem ser usadas pelo jogador.

Considerando que a arma-padrão do jogador é um tanto mirrada, usar as armas que os inimigos gentilmente cedem é um dos fatores elementares pra se jogar com êxito e, óbvio, muita satisfação. Considere também um design bizarro pra sua nave e uma trilha sonora bacana.

Dia desses, lá estava eu pensando com meus botões acerca desse joguinho. Ora, se estamos mergulhados em um abiente hostil, e tantas vezes somos considerados loucos, anormais, figuras alienígenas, e se nem sempre temos um super-arsenal pra lutar contra todas as ameaças que se levantam contra nós, então temos muito em comum com a personagem principal de Einhander e sua estranha nave azul.

Sendo assim, deve haver algum jeito de lutar contra tantos obstáculos sem necessariamente falhar. Se olharmos nossos problemas e seus causadores de uma perspectiva diferente, não somente como problemas, mas como problema-e-solução, talvez consigamos tirar aguma coisa da situação que nos permita transformar algo ruim em bom.

Não é nenhuma reflexão de outro mundo, tampouco é uma coisa fácil. A abstração aqui foi muito longe, mas seria legal se o leitor pudesse jogar o tal jogo ou assistir a uns vídeos no youtube pra ver como se faz. Na vida não é tão simples, mas o aprendizado é sempre válido.

Friday, December 21, 2007

Duhh

Pois é, pois é... Long time, no see!
As poucas, porém boas pessoas que acessaram este blog nas últimas semanas notaram que não tô escrevendo já faz um tempo. Triste condição: um blog com poucos acessos e sem atualização recente...
Não, não sou um cara pra lá de ocupado, não ao ponto de não ter tempo pra postar qualquer coisa que seja aqui. O lance é que... eu não tinha o que escrever. Sabe aqueles momentos em que a inspiração te deixa na mão? Então. Considere o hiato de dias atrás um desses... e dos dramáticos.
Tô até agora tentando realizar um post decente, mas a verdade mesmo é que posts decentes não falam sobre si mesmos nem ficam tentando ser decentes. Eles apenas são, ou não.
Cê vê, o ano já tá acabando e nada da cabeça pensar. Isso já tá me apurrinhando. Ham fazer o seguinte: até o fim de 2007 eu volto a escrever pra cá. Um incentivo é bem-vindo, mas se ninguém entrar até lá, o compromisso vai ser honrado mesmo assim, porque as letrinhas não estão aqui pra encher espaço, mas passar uma mensagem.
Então tá feito. Eu vou pensar em algo útil. Tentarei, pelo menos.